A oração não começa na terra; ela ecoa uma realidade eterna.”
Apocalipse. 5: 8, Apocalipse. 8: 3-4, ucas 1: 10-13
- O Coro Celestial: Vemos que a oração é o “incenso” que sobe continuamente. Deus habita entre os louvores e as orações dos anjos e dos seres viventes que proclamam Sua santidade. Quando oramos, sintonizamos nossa voz com a frequência do céu.
O que isso significa na prática?
O texto não sugere que os anjos “atendem” as orações por conta própria, mas que eles atuam como ministros litúrgicos. Eles organizam e apresentam essas súplicas como um sacrifício agradável a Deus. É uma forma visual de mostrar que nenhuma oração se perde no caminho; elas são tratadas como tesouro (em taças de ouro) e perfumadas (com incenso) antes de chegarem ao trono.
- A Herança Judaica: Até hoje, nossos “irmãos mais velhos” na fé, os judeus, mantêm uma vida de oração rítmica e disciplinada (o Shacharit, Mincha e Ma’ariv ou Arvit). Eles não oram apenas quando sentem vontade, mas como um dever de amor e aliança. Essa disciplina pavimentou o caminho para o que Jesus nos ensinou.
- Oração como Relacionamento, não Ritual
Embora a disciplina seja importante, Jesus corrige o erro de transformar a oração em um fim em si mesma.
- Mateus 6:5–13: O foco não é a performance pública, mas a “porta fechada” do quarto.
Principais aspectos da vida de oração de Jesus:
Frequência e Rotina: A oração era o seu “costume”, ocorrendo tanto em momentos solitários quanto em público.
Momentos Decisivos: Orava antes de grandes eventos, como seu batismo, a escolha dos doze apóstolos (passando a noite inteira em oração) e a transfiguração.
Oração no Getsêmani:
Um relato específico mostra Jesus orando três vezes a mesma oração durante sua agonia
.
Foco na Vontade do Pai: Suas orações demonstravam submissão à vontade de Deus acima da sua.
Ação de Graças e Intercessão: Jesus orava agradecendo, antes de milagres (como a ressurreição de Lázaro) e intercedendo pelos discípulos.
Jesus vivia em um estado de comunhão contínua com o Pai, orando antes, durante e depois de suas atividades ministeriais.
- A Essência: A oração é a manutenção da nossa amizade com Deus. Se não há intimidade, é apenas religiosidade.
- A Logística do Céu: Pai, Filho e Espírito
Para que uma oração “chegue ao destino”, ela segue o fundamento bíblico:
- Oramos AO Pai: Ele é o foco da nossa petição e adoração.
- POR MEIO do Filho: João 14:6 é categórico. Jesus é o nosso único acesso. Ele é o Sumo Sacerdote (
Hb 4:14-16) que traduz nossa humanidade para a santidade do Pai.
- NO Espírito: É o Espírito que aquece o coração e nos guia sobre o que pedir.
- A Autoridade do Nome de Jesus
Orar no nome de Jesus não é um “selo postal” para garantir a entrega. É orar revestido da identidade d’Ele. Quando usamos Seu nome, o inferno recua e o céu se abre porque estamos sob a procuração do Rei.
Conclusão e Chamada: O Combustível do Espírito
Não conseguiremos sustentar uma vida de oração baseada apenas na nossa força de vontade. A carne é fraca, mas o Espírito está pronto. Amém.
Autor: Pr. Wagner


