A reforma protestante

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Texto: Romanos 1:17 — “O justo viverá pela fé.”

1. Introdução — Uma reforma que mudou a história: Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero tornou públicas suas 95 teses, dando início a um movimento histórico que reafirmou verdades fundamentais do Evangelho. As 95 Teses de Martinho Lutero são o marco inicial da Reforma Protestante. A tradição luterana celebra Martinho Lutero (1483-1546) e as “95 Teses” que foram afixadas na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, dando início ao movimento de renovação da Igreja Cristã. Mas o que é uma reforma? É um processo que envolve modificações e melhorias feitas em uma determinada área ou estrutura, seja ela física, social ou política. Essas mudanças têm como objetivo aprimorar o funcionamento e a aparência do que está sendo reformado, tornando-o mais eficiente, atualizado e adequado às necessidades atuais.

Ao longo da história, diversas áreas passaram por processos de reforma, incluindo a reforma educacional, reforma trabalhista, reforma política, reforma agrária, entre outras. Cada uma dessas reformas busca corrigir os problemas existentes, promover mudanças positivas e alcançar um equilíbrio melhor para a área em questão.

Um exemplo comum de reforma é a reforma da casa. Nesse caso, as modificações podem envolver desde pequenas alterações, como pintura e mudança de móveis, até grandes intervenções, como a reconstrução de paredes ou a ampliação da estrutura. A reforma da casa tem como objetivo deixá-la mais funcional, bonita e confortável, atendendo às necessidades e preferências dos ocupantes. 

A Reforma Protestante nos ensina que a Igreja precisa permanecer fiel à Palavra de Deus, sem negociar seus princípios para agradar à sociedade.

2. Os cinco pilares da Reforma

1. SOLA SCRIPTURA — Somente a Escritura
A Bíblia é nossa autoridade suprema. A cultura muda, a sociedade muda, mas a Palavra de Deus permanece para sempre(Hb. 4:12 – Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração).

2. SOLA FIDE — Somente a Fé(Ef. 2:8- Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus).
Somos justificados pela fé em Jesus Cristo, não por nossos méritos. As boas obras são frutos de uma vida transformada. Mas como podemos afirmar isso? O exemplo do ladrão na cruz, que esta registrado em Lc.23:39/43) nos deixa claro, Jesus disse mediante a sua confissão “Hoje mesmo estarás comigo no paraiso” 

3. SOLA GRATIA — Somente a Graça
A salvação é um presente de Deus. A Graça é um favor imerecido, dado por Deus, através de Cristo Jesus nosso Salvador e Senhor. Não merecemos, não compramos e não conquistamos; recebemos a recebemos, mediante a fé.

4. SOLUS CHRISTUS — Somente Cristo(Rm. 11:36 – Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém).
Jesus é o único Salvador e o centro da nossa fé. A Igreja não existe para exaltar homens, mas para glorificar Cristo. 

5. SOLI DEO GLORIA (Somente a Deus a Glória)—1Crônicas 29:12 E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão  há força e poder; e na tua mão  está o engrandecer e dar força a tudo.
Tudo o que somos e fazemos deve glorificar ao Senhor. O crescimento da Igreja, os ministérios e os frutos pertencem a Deus. A Glória que é somente Dele e Ele não divide com ninguém. 

3. A reforma precisa começar dentro de nós

Não basta celebrar a Reforma Protestante como um acontecimento histórico. Precisamos permitir que Deus reforme nosso coração: o que eu fazia ontem, hoje eu já não faço, o que eu ainda faço hoje, amanhã já não fará parte da minha vida, até chegarmos a estatura de varão perfeito.bDevemos buscar a presença do espírito Santo l, para que Ele realize a reforma necessária em cada um de nós.

Precisamos recuperar:

  • O compromisso com a Palavra. 
  • A intensidade da vida de oração. 
  • A santidade e o temor do Senhor. 
  • A paixão pelas almas. 
  • O compromisso com a família e o discipulado. 

”Salmos 139:23 Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos. 24 E vê se  há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.

Conclusão — Não negociemos a essência do Evangelho!

A Igreja precisa crescer, alcançar gerações e conquistar vidas, mas jamais negociando a verdade bíblica. Nossa missão não é adaptar o Evangelho ao mundo, mas anunciar o Evangelho que transforma o mundo, através da nossa pregação, mas também através do nosso testemunho. Temos que entender de uma vez por todas: Nossa autoridade é a Palavra de Deus, nossa salvação está em Jesus Cristo, nossa vida é sustentada pela graça, nossa missão é anunciar o Evangelho, nossa glória pertence somente a Deus! A reforma protestante foi o inicio de uma mudança, através do inconformismo com uma religião que não mais buscava a presença de Deus, mas seguia os seus próprios interesses, visando o próprio poder, com interesses humanos e malignos. Martinho Lutero foi aquele homem, chamado por Deus, para dar um basta a tudo isso, criando e voltando ao novo e vivo caminho, através do evangelho da Graça e que é o poder de Deus para todo aquele que crer. Amém.